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16 de agosto de 2011

Mestre Delegado



No último sábado, dia 13 de agosto, na quadra de nossa madrinha, em sua tradicional feijoada, Mestre Delegado, foi empossado como presidente de honra da Estação Primeira de Mangueira. No auge de seus 89 anos de idade, dedicou toda sua vida a seu amor verde e rosa. Nascido no morro da Mangueira, Hégio Laurindo Silva, nome de batismo de Mestre Delegado, apelido adquirido graças ao seu talento em dar voleios e “prender” com seu charme todas as moças, desfilou pela primeira vez como mestre sala, aos 17 anos, no Bloco Unidos da Mangueira, apartir daí foram 36 anos consecutivos de notas máximas.

Mestre Delegado durante sua trajetória teve uma passagem por São Paulo, e aportou ali na Barra Funda. Na década de 70, o Mestre desfilou pelo Camisa Verde e Branco, o que causou grande mal estar entre os mangueirenses. Comentário na época era de que Delegado havia recebido 500 cruzeiros para desfilar pelo Camisa, mas logo tudo foi esclarecido, por ele mesmo, quando revelou que havia feito uma promessa a Seu Inocêncio:

 “A mangueira tinha vindo fazer um show em São Paulo, num clube de bacana e, que na hora fracassou. O pessoal não tinha dinheiro para começar ou para voltar ao rio. Foi aí que apareceu Inocêncio, levou todo mundo para o Camisa Verde, deu comida e dinheiro a todos. Eu prometi a ele que , se alguma coisa me tirasse da Mangueira, a única escola que eu sairia era a dele, a Camisa Verde e Branco. Porque no Rio, ou eu saio na Mangueira ou não desfilo.”
Mestre Delegado, não se limitou apenas a desfilar pelo Camisa, viu aqui também uma oportunidade de ajudar o carnaval paulista a se desenvolver e também deixar discípulos de sua arte.

“Delegado chegou a São Paulo pretendendo eliminar o que fosse possível da influência do branco no samba, já sabendo no entanto ser impraticável realizar seu sonho utópico: fazendo com que as fantasias voltassem a ser de papel crepom – como no tempo em que ninguém tinha dinheiro para comprar tecido. Mas a outra característica “branco do samba” o passo marcado, ele conseguiu sepultar, pelo menos manter apenas na última ala da escola, a que fecha o desfile. “Ali não tem tanta importância” reconhece, resignado, “por que ninguém vai notar”  (Revista Veja – 3 de março de 1976).

Durante toda sua vida foi exemplo por onde passou, parabéns ao presidente Ivo Meireles e a toda comunidade da Mangueira pela escolha a este homem que merece todas homenagens possíveis.

Parabéns Mestre Delegado!

13 de agosto de 2011

São Paulo Chic

Hoje é muito comum em boa parte das escolas, para maior integração com sua comunidade, a realização de projetos sociais, como o Projeto Barracão da Secretaria da Cultura, realizado em nossa sede, com a oficina de bateria mirim, aos jovens de 6 a 13 anos que estejam estudando regularmente. Porém, a pratica de projetos não era comum, ainda mais numa época em que o samba era marginalizado. E foi justamente com todas essas intempéries, que Inocêncio Tobias, sambista muito a frente do seu tempo, teve a idéia de fundar o São Paulo Chic.
Afim de minimizar as dificuldades enfrentadas pelos sambistas, era necessário para todos os cordões, a criação e desenvolvimento de projetos sociais, Seu Inocêncio com a ajuda de Hélio Bagunça, iniciaram uma roda de samba, que acontecia aos finais de semana. Foi a primeira vez na história, que passou a existir um local, sem que houvesse repressão policial, para se ouvir samba.

 










“Numa esquina da Rua Brigadeiro Galvão, o velho casarão colonial se ergue, sem muita imponência. Pintada de laranja, azul, verde, vermelho, amarelo, lilás e branco, com um brasão de nobreza e austeridade no alto, ali se oferece samba em todos os finais de semana ao preço de 10 cruzeiros a dama, 30 o cavalheiro. E nesta “empresa de samba”, como diz o próprio Inocêncio, que se encontra o grande segredo do Camisa: para lá são chamados para tocar – recebendo altos cachês – os melhores sambistas da época da cidade” (Folha de São Paulo – Ilustrada- 10 de fev. de 1977 – Paulo Moreira Leite).
Logo de cara, o local virou ponto de encontro de jovens universitários e bambas do samba, faculdades realizavam palestras, o salão também era utilizado para a realização das eliminatórias dos sambas e dos primeiros festivais de pagode. Pelezão, integrante do Camisa Verde e Branco até hoje, era responsável pela portaria e entrada dos ritmistas.
Jornais da época noticiavam:





 “De qualquer modo, o samba de fim de semana no São Paulo Chic, garante para o Camisa uma série de privilégios no carnaval, por exemplo: “ nunca repetimos um destaque, só usamos fantasias novas” – diz o Mulata (Folha de São Paulo – Ilustrada- 10 de fev. de 1977 – Paulo Moreira Leite)       










As segundas feiras aconteciam o famoso Clube do Pagode, uma roda de samba formada por Tobias (Tuba), Boca Nervosa, Talismã, Reinaldo, Nelson Primo e tantos outros talentos do samba.
O projeto São Paulo Chic, mais do que um ponto de encontro para os amantes dos samba ou ainda um reduto verde e branco, mais do que isso trouxe ao sambista a dignidade, antes não reconhecida, servindo como ponto inicial de outros projetos de samba na cidade.
Essa Barra Funda tem tradição.
Até o próximo post!


18 de julho de 2011

PELO DIREITO DE VESTIR MINHA CAMISA
















* Imagem do Cordão Barra Funda em 1930
                                   
É sabido que a política há tempos faz parte de nosso dia-dia, se encontra inserido em todos os segmentos de nossa vida e não seria diferente no carnaval. E é exatamente a política responsável por uma passagem histórica de nossa escola.
Quando realizamos buscas que remontem a história de nossa escola, encontramos uma grande lacuna, durante mais de uma década, o cordão Barra funda suspendeu suas atividades, resquícios da política adotada na época.
A era Vargas (1930 – 1945) foi um período marcado por um período de repressão, o Brasil viveu dias de fascismo, e tudo que se mostrava contrário ao governo era reprimido. Os Integralistas, grupo fundamentado nos propósitos republicanos, eram identificados por suas vestimentas nas cores verdes. A princípio este grupo se mostrou aliado a Vargas, tão logo, houve a primeira tentativa de golpe, tornando-os inimigos do governo, passando a ser seguidos, presos e mortos.
Coincidentemente, as cores utilizadas pelos simpatizantes do Integralismo eram as mesmas utilizadas pelo cordão Barra funda. A consequência das cores acarretou em um perigo iminente aos foliões, e em 1939 foram suspensas as atividades do cordão sendo retomadas somente em 1953, quando por pedido das autoridades foi rebatizado, por então Inocêncio Tobias, como Cordão Mocidade Camisa Verde e Branco. Em 1954, o cordão consagrou-se campeão com o enredo “IV Centenário”.
As consequências deste estado, não somente ficou restrito aos anos em que o cordão não desfilou, ainda no período ditatorial, tentou-se levar á avenida um enredo sobre João Cândido, herói dos integralistas na Revolta da Chibata, porém com mais uma intervenção política não foi possível.
Atualmente vemos claramente, a intervenção da política no carnaval, muitas vezes demasiadamente escancaradas, camarotes exclusivos, enredos com homenagens um tanto quanto indevidas, ou ainda, enredos sobre estados, deixando evidente o patrocínio e as influências politicas e até mesmo escolas de samba que demonstram apoio a candidatos A ou B. Essas intervenções são importantes e não temos como negá-las, só não devemos esquecer que este tipo de apoio sobrevém somente quando é favorável aqueles que se encontram no poder, devemos nós usar destes artifícios com cautela para não tornarmos escravos de algo que nada tem haver com o carnaval, muito menos ao samba.


11 de julho de 2011

Aonde foram parar...?!

Desde que comei a escrever para este humilde blog, estou cada vez mais saudosista dos “antigos carnavais”, utilizo-me das aspas por não ter assistido a tantos carnavais assim, porém já vi e vivi o suficiente para sentir falta de componentes antes comumente nos desfiles, hoje foram extintos ou já se fazem raras suas aparições. Digo isto sobre balizas, tocadores de pratos e passistas a frente das baterias com seus pandeiros.
Estes termos já são tão raros que se faz até a obrigação de explicar aqui do que se trata. O baliza eram homens que traziam bastões de madeira, abrindo os caminhos com e protegendo ao pavilhão, vinham brincando e lançando ao alto a baliza. Os tocadores de prato era uma espécie de passista que vinham brincando com dois pratos (muito parecido com aos usados em bateria). Já os passistas com pandeiros, também figurava a frente da bateria, era a pura essência típica do malandro, sempre fazendo a corte as passistas femininas e com seus pandeiros faziam malabarismos.
Nelson Primo, um dos membros mais antigos de nossa escola, está no Camisa desde 1953, e um dos integrantes de gloriosa velha guarda musical, foi um dos precursores na arte de tocar dois pratos em São Paulo.
 Outro nome a ser lembrado em nossa história, é o Xuxa, Passista de Ouro, na década de 90, foi o único homem com permissão do Mestre Neno para sair a frente da bateria.
Tantas estrelas anônimas, já abrilhantaram a frente de baterias em tempos que o carnaval era apenas uma festa do povo, um culto ao samba, a alegria espontânea, o samba no pé, não aquele ensinado nas academias, aquele passista que durante o ano todo trabalhou arduamente e vê ali naqueles 60 minutos a chance de brilhar, bem ao contrário de hoje em dia em que estar à frente de uma bateria é uma disputa deveras desleal, muitas vezes solo, sinto cada vez mais a falta do “carnaval” no nosso carnaval.

30 de junho de 2011

Sou Verde e Branco até a morte...

 Toda agremiação carnavalesca tem um hino, no qual representa todo amor ao seu pavilhão, este samba sempre traz a lembrança aos mais velhos dos antigos carnavais, e aos mais novos o orgulho de pertencer aquela escola. Nosso hino tem uma história peculiar, pois nasceu em razão de um festival na quadra de nossa co-irmã.
No dia 12/05/1974, ocorreu o grande festival de Samba de Quadra, organizado pelo Jornal da Tarde e realizado na escola de samba Rosas de Ouro. Para este festival estavam inscritos mais de 400 compositores.
Dentre estes compositores estava Talismã, grande compositor de sambas do Camisa Verde.Talismã junto com Jordão compuseram a música Sou Verde e Branco para concorrerem ao festival.
A música que ganhasse, seria gravada em L.P. com mais 11 sucessos escolhidos pelos jurados. Pois bem, Talismã e Jordão levaram o prêmio.
Após esta grande conquista, Talismã presenteou nossa comunidade da Barra Funda com esse samba que tornou-se hino da escola. Hino que é aclamado por toda comunidade com muito louvor.


Sou VERDE E BRANCO até a morte
Do VERDE E BRANCO não me separarei
Deu-me tantas alegrias
Belos carnavais que eu passei, eu passei
Na sua bandeira, enxuguei o pranto de uma dor não esquecida Deslumbrante na avenida
A minha escola é realmente a mais querida
De janeiro a janeiro, o ensaio é geral
O samba é o nosso ideal

27 de junho de 2011

Mulher, mulher, mulher...



Todos os anos durante o carnaval, temos presente mulheres que se sobressaem, seja por sua beleza, seja por estar presidindo uma agremiação, mas a história recente do carnaval nos mostra que nem sempre foi assim. 

Nos tempos de cordão, a figura da mulher era quase inexistente, por conta da repressão policial sofrida por aqueles que saiam as ruas para brincar o carnaval, em sua maioria homens negros, estes homens tinham medo que as mulheres, sofressem algum tipo violência.  A atuação da mulher limitava-se apenas a organização dos cordões e folguedos.

O Grupo Carnavalesco Barra Funda, surgido em 1914, trouxe mulheres em seu desfile pela primeira vez somente no ano de 1921. Elas continuavam trabalhando na organização e também assumiram os ensaios da ala mirim. Também saiam em alas perfiladas, com trajes parecido a das baianas. 

A primeira mulher a ganhar destaque dentro da agremiação foi Dona Sinhá, conhecida como a Matriarca do Samba, foi esposa de Seu Inocêncio fundador do Camisa Verde e Branco. Nascida Cacilda Costa, Dona Sinhá, foi a primeira mulher a desfilar como contra baliza, no cordão carnavalesco Vai-Vai, posto dirigido somente a homens. Remonta a história também que Dona Sinhá e Dona Dulce cozinheiras de mão cheia, juntamente com outras mulheres do cordão, faziam jantares para angariar fundos para a compra de tecidos para a confecção das fantasias.

Outra pioneira foi Regina, tocando ganzá na furiosa se tornou a primeira mulher a tocar um instrumento dentro de uma bateria de escola de samba, em 1974.

De lá pra cá, muita coisa mudou, atualmente a mulher tem papel de destaque na sociedade e no carnaval não seria diferente. Não dá para imaginar um desfile de escola de samba sem elas, hoje a mulher, é rainha, musa, intérprete, carnavalesca, presidente. Porém dessa evolução sobreveio uma invasão de “celebridades” nos desfiles, vemos por aí muitas vezes, mulheres pagando para ocupar postos à frente de uma bateria, (lembrando que isto nem é quesito, tampouco contará pontos a escola), buscando alguns minutos de fama, para quem sabe alcançar a capa de uma revista masculina, renegando completamente ao verdadeiro sentido de uma escola de samba. Esse modelo importado do Rio de Janeiro parece que tem feito à cabeça dos presidentes em São Paulo, porém não vamos esquecer aquelas meninas que ralam o ano todo na escola, servindo como exemplo para os mais novos, honrando o nome daquelas que vieram antes de nós e lutaram para que tudo isso fosse possível, senão toda esta luta terá sido toda em vão.

Salve Dona Sinhá, Mãe Cleusa, Vivi, Dona Duda...!





15 de junho de 2011

Sua excelência, Mestre Gabi


Sua excelência, Mestre Gabi



Negro, alto, esguio, 64 anos de idade, sempre com um sorriso simpático no rosto, é assim que podemos descrever entre outras características Gabriel de Souza Martins, sua arte Mestre Sala. Porém este senhor pode ser descrito apenas com duas palavras, Mestre Gabi. Encontramos no dicionário várias definições para a palavra mestre, dentre elas temos: o que é mais importante Gabi durante toda sua vida protegeu e reverenciou o símbolo maior de uma escola de samba, o pavilhão. Seu início no samba não se sabe exatamente precisar, começou ainda moleque assistindo aos desfiles de carnaval, amante da música clássica e opera, quando deu por si já vivia a magia de uma escola de samba. No início da década de 80, ingressou na Barroca Zona Sul, atuando em vários setores até chegar a mestre sala. E no ano de 1989 foi para o Camisa, de onde nunca mais saiu. Nesta época não havia a obrigatoriedade de pavilhões diferentes, Mestre Gabi entrou na avenida acreditando ser o segundo mestre sala, porém o diretor de harmonia na época, Pé Rachado, fez a troca, e somente após a apuração quando seu Gabi foi parabenizar o primeiro mestre sala, descobriu que era ele quem havia tirado a nota máxima.
Falando ainda sobre as definições que encontramos no dicionário, temos: aquele que é dotado de excepcional qualidade. Os prêmios e títulos recebidos ao longo de todos esses anos falam por si só e olha que foram muitos:  

1992 - Honra ao Mérito (Velha-Guarda do Camisa);
1993 - Estandarte de Ouro Melhor Mestre-Sala (Rádio Globo);
1993 - Troféu Gabi Maravilha (Rio de Janeiro) ;
1994 - Sambista de Ouro Melhor Mestre-Sala (FESEC);
1995 - Troféu Negro de Valor (Axé Raça Negra) ;
1997 - Trevo Querido (Camisa Verde) ;
1997 - Sambista de Ouro Melhor Mestre-Sala (FESEC) ;
1998 - Sambista de Ouro Melhor Mestre-Sala (FESEC);
1998 - Melhor do Carnaval (Nenê de Vila Matilde);
1998 - Troféu Canário de Ouro ;
1999 -  Melhor Mestre-Sala do Século (Folha de São Paulo);
2001 - Título de Imortal (Camisa Verde);
2011 – Cidadão Samba do Estado de São Paulo.

Também encontramos dentre as definições a palavra professor, Mestre Gabi ensina sua arte desde 1995 quando juntamente com sua companheira de vida, Vivi, fundaram a Associação de Mestres sala e Porta bandeiras e Estandartes do Estado de São Paulo (AMESBEESP), onde ministram cursos a novos casais perpetuando esta arte.
Por último temos como conceito de mestre: aquele que serve como base; Mestre Gabi é referência quando se fala em mestre sala, defende sua arte com maestria, acredita que com todas as inovações impostas no carnaval de hoje, jamais poderemos inovar ou modificar este quesito.
Este mestre é uma daquelas raras pessoas que encontramos e é difícil definir, pois nenhum dos adjetivos acima, não demonstra metade do seu talento, li certa vez em um livro a seguinte frase: “As pessoas são bonitas. Não pela aparência física. Nem pelo que dizem. Só pelo que são”, assim é Mestre Gabi.








9 de junho de 2011

Largo da banana,berço do carnaval paulista



Lugar consagrado na história do carnaval, onde surgem as primeiras manifestações da cultura popular brasileira, o Samba.
A Barra funda, bairro, localizado na região noroeste, residência dos barões do café, foi modificando sua estrutura ao longo da história.  Em 1875, foi inaugurada a Estação Barra Funda, porta de entrada e responsável por todo o transporte das sacas de café. O bairro era dividido em dois, cortado pela linha do trem, a parte alta localizava-se os Campos Elíseos e a parte baixa a Marginal Tietê. Foram instalados nas redondezas depósitos, oficinas, armazéns e indústrias. Os trabalhadores se ocupavam de fincar moradia ali mesmo na região. O bairro tradicionalmente italiano teve sua origem modificada em meados dos séc. XX, com a chegada dos negros ex-escravos, vindos do interior por conta do declínio da cultura cafeeira.
O Largo da Banana localizava-se ali próximo a linha férrea, mais precisamente onde atualmente temos Memorial da América Latina.  
A paga recebida por muitos que ali trabalhavam eram pencas de banana, pagas conforme a produção. Estas pencas eram vendidas ali no largo, pelos carroceiros. Quando estes se retiravam, no final da tarde, o local se tornava ponto de encontro, dos negros que sentindo excluídos das comemorações de momo (carnaval), formavam ali rodas de samba, tiririca (capoeira) e serestas.
Grandes pilares do samba paulista passaram por lá,como Geraldo Filme, Tio Mário, Pé Rachado e Seu Nenê.
Essa Barra Funda tem história...


Barra Funda é meu lugar (Tito e Paulo Sergio)

Lá do alto dá pra ouvir
Onde é a batucada, o batuque o samba
Onde a poesia determina
Pra entrar a ginga é a rima
Não tem lero lero, só resta cantar
Ó largo, que a rima é o fruto e colhemos em pencas
Igual nesse mundo de certo não há
Para sempre perfeita, Barra Funda meu lugar
Ao ar vou cantar, sereno a sorrir
Ao ver a Velha Guarda eternizar
Histórias, obras que viraram glórias
Do rei plebeu ouro labuta a brilhar
Biografia fez chorar
Um salve da Ala de Compositores
Sambistas a homenagear
O verde que enobrece esse lugar

 *Música composta para o projeto samba da feira.

4 de junho de 2011

Nossa história

Iniciando a série de post contando um pouco da história do Camisa Verde e Branco, contaremos hoje a trajetória deste departamento.


Em meados de abril, durante uma conversa informal, sabidos de não existência de um depto na escola que reunisse os jovens, tivemos a idéia de montá-lo. Nossa idéia veio de encontro à de Fábio, atualmente nosso Presidente de harmonia, que nos informou da importância da criação deste depto, uma vez que a escola passava por um momento de metamorfose, com a nomeação da nova diretoria, o Maninho como presidente. A nova diretoria tinha como meta a valorização das pratas da casa. E foi então que no ano de 2008, foi criado oficialmente o Depto. Jovem Verde Esperança.

Num primeiro momento, tínhamos apenas dois componentes, Jorge Carlos Damous Raiol e Victor Allonzo, que por intermédio do Fábio forão apresentados durante um ensaio da bateria e sendo assim dando continuidade na idéia de formulação do depto. Várias idéias foram discutidas, analisadas, havia inspiração naqueles jovens, que demonstravam total dedicação, porém não seria possível fazer muito com apenas duas pessoas. Logo em seguida, começaram a colocar suas idéias em prática, fizeram uma convocação geral dos jovens interessados em fazer parte deste novo projeto, a forma de divulgação foi feita através das comunidades da escola nas redes sociais. Ápos essa divulgação, surgirão os primeiros interessados, Alexandre Cisco, Leonardo Roque, Luana Gomes e Natália Carneiro. Sendo assim foi composta a primeira geração do Depto Jovem Camisa Verde e Branco.

Aconteceram algumas reuniões para decidirmos que caminhos trilharmos, nesse meio tempo surgiam cada vez mais jovens interessados em participar. Por consenso geral ficou acordado que convidaríamos a Velha Guarda para nos apadrinharmos. O convite foi realizado e prontamente aceito, e nos foi dado como sugestão realizarmos o batismo juntamente a festa de aniversário da escola. E finalmente no dia 04 de Setembro de 2008, fomos batizados na missa de 55 anos do Camisa Verde e Branco, pela nossa gloriosa Velha-Guarda. Realmente foi um dia muito especial, tanto para os 12 componentes do depto, quanto para todos ali presentes. O que era para ser somente um batizado acabou por se tornar uma grande comemoração, contando com todos os deptos jovens existentes na época, como os da Mocidade Alegre, Tom Maior, Rosas de Ouro, Unidos do Peruche, Vila Maria, Barroca Zona Sul.

A identidade criada entre os membros dos depto jovens de nossas co-irmãs foi tão grande, que nos gerou grandes vínculos, através de freqüentes convites para festas, eliminatórias e batismos em diversas quadras. Esta integração rendeu no 1º seminário dos Deptos Jovens na quadra da Vila Maria, aonde cada depto tinha que contar um pouco de sua escola no tempo máximo de 15 minutos.

Já se aproximando o Carnaval de 2009, os preparativos estavam a todo vapor, e fora o nosso objetivo de resgatar cada vez mais as raízes da escola, tínhamos uma função no Carnaval, e exercemos um trabalho junto ao Presidente da Harmonia, o Fabinho, e o nosso grande conselheiro Alexandre Teta, ficamos encarregados com a função de guardião de casais.

Juntamente com a escola enfrentamos muitos problemas, que nos impossibilitou de realizarmos nossos projetos, hoje o depto de cara renovada, inicia uma nova fase, que contando com o total apoio de nossa diretoria iremos muito longe. E é essa a nossa curta história, que continuaremos a escrevê-la a cada dia, com garra e perseverança, nunca nos esquecendo de exaltar aqueles que construíram essa escola que tanto nos enche de orgulho e sempre repassando aos mais novos as lições aprendidas.
Entendendo que devemos preservar nossa história, temos que fazer uma menção honrosa para com aqueles que antes de nós, no ano de 2000 (Pedro, Jaqueline e Taluana) também vislumbraram um trabalho com os jovens da comunidade. Recebam do Depto Jovem Verde Esperança, nossos sinceros agradecimentos e fica desde já o convite para reintegrarem ao depto.

Aqui segue os nomes de todos aqueles que contribuirão de forma ativa para o crescimento de nosso depto, somos gratos à todos vocês, pois sem essa ajuda essa história não teria sido concretizada.

Alexandre Cisco
Aline
Ana flávia
Beatriz
Carol
Domenica   
Jessyka
Jorge Raiol
Karoline Morais
Karolyne
Leonardo Roque
Lucas
Marianne Gazal
Naomi
Pedro
Rafael
Rogério
Ricardo
Victor Allonzo
Vinicius (mascote)  
Willian